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O FOLHETINHO de Guarulhos
Desde: 25/10/2003      Publicadas: 339      Atualização: 06/08/2017

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 Memórias

  13/03/2013
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O esporte na minha vida. O início

O meu pai faleceu em 1969. Com 44 anos de idade, vitimado por um problema no pâncreas.
Naquela época, ser arrimo de família era um negócio muito sério. Você tinha que arcar com as responsabilidades sem resmungar. Aos 18 anos eu me alistei no Exército e o meu maior desejo era servir à pátria. Os militares mandavam e fim de papo. Coube à minha mãe passar uma borracha nessa tolice: Dirigiu-se ao quartel e dedurou a minha condição de único filho homem. Papai deixara um boteco que era o nosso pão de cada dia. Até que eu gostava de trabalhar no balcão. Mas eu queria mesmo era me misturar com a rapaziada que jogava bola no campinho do Santa Rita. Só que fui criado para o trabalho. Esporte era coisa de maloqueiro, como ensinara o meu pai. O campinho ficava na frente do boteco, e eu odiava a molecada. Vez ou outra eu encontrava algum deles vagando solitário pelas ruas, à noite, e eu o espancava sem dó. O meu péssimo humor era conhecido pelas cercanias. Os garotos viam o diabo na cruz, mas fugiam de mim.

E 1971 realmente foi um ano revolucionário para mim. A América vivia a efervescência do Teste de Cooper (Dr. Kenneth Cooper, Nasa, Aerobics, ginástica aeróbica; no Brasil, o Capitão Cláudio Coutinho, e o preparador físico Carlos Alberto Parreira introduziram esse teste na preparação da Seleção Canarinho campeã no México). E dei de cara com um recorte que acabei retirando de uma revista sobre os ensinamentos do fisicultor canadense Joe Weider, o mesmo que criou o Mister Olimpia. Fiquei entusiasmado pelo esporte, perdi 10 quilos e enfrentei o meu maior desafio: Jogar futebol com a molecada do Jardim Santa Rita. Rapidamente, por bem ou na força bruta, fui aceito também pelo pessoal que praticava corrida de rua no Clube Esportivo da Penha.

Eu revolucionei o futebol praticado pelas pequenas equipes varzeanas do Taboão, organizando as diretorias com estatutos, uniformizando os atletas e criando as primeiras assessorias de imprensa esportiva. Eu recolhia os resultados obtidos nos jogos, com as escalações e os nomes dos treinadores e levava esse material para os jornais. Cheguei a assessorar dez agremiações de futebol. Criei também o primeiro panfleto esportivo do bairro, o Sai da Reta.

Iniciei-me nas corridas de rua representando o Falcão Negro. Participei de algumas provas de caminhada, que na época chamavam-se de provas de andarilhos. Inspirei-me em dois fenômenos das ruas no início de corridas de rua: Frank Shorter e Belino Constantino da Silva.
Em 1972 fui convidado pelo Sr. Carlos Gago para integrar a equipe de corridas do Clube Esportivo da Penha. Disputei a Prova dos Bairros, a Preliminar da Corrida de São Silvestre e comecei a marchar pelo clube.
Esse foram os meus primeiros passos no esporte. Pena não ter conhecido pessoalmente os meus ídolos: Frank Shorter só aconteceu no Brasil em uma única oportunidade, e não pude conhecê-lo. Belino Constantino da Silva encerrou a sua carreira bem naquela época.





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